Atendimentos psicológicos e rodas de conversa integraram a programação de serviços de saúde ofertados pela Sesa em comunidade indígena de Oiapoque.
Como parte da ação de saúde promovida pelo Governo do Amapá nas comunidades indígenas de Oiapoque, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) desenvolveu atividades voltadas à promoção da saúde mental na Aldeia Ywawka. Os atendimentos psicológicos individualizados e as rodas de conversa integraram a programação multiprofissional, que também ofertou consultas médicas, enfermagem, fisioterapia, assistência farmacêutica e outras ações de promoção da saúde.
As atividades de saúde mental faz parte das ações do projeto Bem Viver Parente, que busca ampliar o diálogo sobre o cuidado emocional nos territórios indígenas por meio de acolhimento, escuta qualificada e orientações adaptadas à realidade cultural de cada comunidade.
Além dos atendimentos individuais, os profissionais promoveram rodas de conversa com adolescentes, jovens e adultos, abordando temas como ansiedade, relações familiares, manejo das emoções e fortalecimento dos vínculos comunitários. A proposta é incentivar a busca por ajuda e ampliar o acesso às informações sobre saúde mental.
O coordenador estadual dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Ivã Zorthea, destacou que a ansiedade tem sido uma das principais demandas identificadas durante os atendimentos realizados nas aldeias.
"Percebemos que muitos jovens e adultos vivem preocupados com o futuro, com a manutenção da família e com os estudos. Quando esse sofrimento não é acolhido, ele pode evoluir e comprometer a saúde mental. Nosso trabalho é mostrar que falar sobre as emoções também faz parte do cuidado com a saúde", explicou.
Outro aspecto observado pela equipe é o uso excessivo de celulares, redes sociais e jogos eletrônicos entre os adolescentes. Segundo o coordenador, a orientação é incentivar que a tecnologia seja utilizada de forma equilibrada e também como ferramenta de aprendizado e valorização da cultura indígena.
"O celular pode ser usado para aprender, se qualificar e divulgar a cultura dos povos indígenas. Orientamos os jovens para que utilizem essa ferramenta de forma positiva, sem deixar que ela substitua os estudos, o convívio familiar e a participação na comunidade", ressaltou.
Durante os acolhimentos individualizados, a equipe também acompanhou indígenas que apresentavam crises de ansiedade, conflitos familiares e outros sinais de sofrimento emocional. Conforme Ivã Zorthea, o diálogo permanente com as comunidades é fundamental para prevenir o agravamento desses casos.
"Nosso objetivo é fortalecer uma cultura de cuidado dentro do território, para que crianças, adolescentes, jovens e adultos saibam que podem buscar ajuda. A prevenção começa pela escuta, pelo acolhimento e pelo fortalecimento das famílias e das lideranças comunitárias", afirmou.
A ação da Sesa percorreu as aldeias Tukay e Ywawka durante quatro dias, levando atendimento multiprofissional às comunidades indígenas. Além das atividades de promoção da saúde mental, a iniciativa ofertou consultas médicas, atendimento de enfermagem, fisioterapia, assistência farmacêutica e ações educativas, ampliando o acesso aos serviços de saúde e fortalecendo a atenção integral aos povos originários de Oiapoque.
Fonte: Karla Marques/Ascom-Sesa-GEA. Imagem: Divulgação/Ascom-Sesa-GEA.
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