Mobilização da Sesa levou assistência multiprofissional às aldeias Tukay e Ywawka, beneficiando 102 indígenas durante quatro dias de programação.
O Governo do Amapá concluiu a ação de saúde realizada nas comunidades indígenas de Oiapoque com 923 atendimentos registrados ao longo de quatro dias de programação. Coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenação Estadual de Saúde Indígena (Coesi), a iniciativa beneficiou 102 indígenas nas aldeias Tukay e Ywawka, levando assistência multiprofissional durante o II Festival Cultural GalibiMarworno.
Ao longo da mobilização, a equipe realizou 58 triagens e consultas de enfermagem, que garantiram o acolhimento inicial dos pacientes e o direcionamento para os demais serviços. Foram contabilizadas 56 consultas médicas, voltadas ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento de diferentes demandas apresentadas pela população indígena.
A programação também reforçou o cuidado especializado, com 31 atendimentos psicológicos, voltados ao acolhimento e à promoção da saúde mental, além de 30 atendimentos fisioterapêuticos, muitos deles destinados a participantes das competições esportivas realizadas durante o festival. Outro destaque foi a dispensação de 748 medicamentos e insumos, assegurando a continuidade dos tratamentos e o suporte às necessidades identificadas durante os atendimentos.
A coordenadora estadual de Saúde Indígena da Sesa, Alessandra Macial, destacou que a ação levou os serviços diretamente às comunidades, respeitando a realidade dos povos indígenas e fortalecendo o acesso à assistência.
"Essa ação demonstra o compromisso do Governo do Estado em levar saúde para dentro dos territórios indígenas. Reunimos uma equipe multiprofissional com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e assistência farmacêutica para atender as comunidades e oferecer um cuidado integral, respeitando a cultura e as especificidades de cada povo", afirmou.
Entre os beneficiados esteve Weldison Araújo Ferreira, morador de Oiapoque, que procurou a equipe após sofrer uma lesão durante uma partida dos jogos indígenas. Após receber atendimento fisioterapêutico, ele destacou a importância da estrutura montada pela Sesa.
"Me lesionei durante o jogo e fui atendido rapidamente. Os profissionais fizeram um excelente trabalho e logo já estava me sentindo melhor. Ter uma equipe de saúde em um evento como esse faz toda a diferença para quem participa", relatou.
A indígena Maira Narciso Figueiredo, da Aldeia Kumarumã, também aproveitou a presença da equipe para buscar atendimento médico após sentir fortes dores de cabeça durante os dias de programação.
"Quando soube que tinha atendimento médico aqui, aproveitei para consultar. Fui muito bem atendida. É importante ter esse tipo de ação porque facilita o acesso à saúde durante o evento", afirmou.
Além da assistência clínica, a programação incluiu orientações em saúde, acompanhamento de gestantes, rodas de conversa, atendimentos psicológicos e suporte às atividades esportivas e culturais do festival, ampliando o acesso aos serviços públicos e fortalecendo a atenção integral aos povos indígenas de Oiapoque.
Fonte: Karla Marques/Ascom-Sesa-GEA. Imagem: Divulgação/Sesa-GEA.
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