A partir de 1º de agosto, brasileiros não precisarão mais de visto para entrar na Guiana Francesa; o IBRAF participou e apoiou as discussões preliminares acerca do assunto.
(Macapá-AP) - A partir do dia 1º de agosto, brasileiros não precisarão mais de visto para entrar na Guiana Francesa. O anúncio foi feito pelo governador Clécio Luís, após a oficialização da medida durante encontro ocorrido semana passada, no Palácio do Itamaraty, com a presença de representantes do Brasil e da França.
O Instituto Brasil Futuro (IBRAF) participou das discussões preliminares acerca do assunto, em encontro binacional ocorrido em Oiapoque.
O fim da exigência de visto para entrada de brasileiros na Guiana Francesa foi anunciado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, ano passado, depois da articulação conjunta do governo federal e do governo do Amapá.
O governador Clécio Luís celebrou o que chamou de avanço diplomático, e destacou a relação já existente entre os dois territórios.
"Trinta por cento da população da Guiana Francesa é composta por brasileiros, maior parte amapaenses, inclusive, que estão em todos os setores daquela sociedade", disse o governador.
O IBRAF foi um dos protagonistas na discussão pelo fim do visto, que dificultavam a entrada de brasileiros naquele território de ultra-mar da França. Com a abolição da exigência, o governador Clécio acredita que as relações sociais, culturais, esportivas e familiares entre os dois territórios se intensifiquem significativamente.
Para o governador, além do impacto simbólico e social, destaca-se o enorme potencial econômico do acordo.
"O Amapá passa a ser o único estado brasileiro com uma fronteira direta com a França, com a Europa e com o Caribe", disse.
O mercado consumidor imediato - estimado em 350 mil pessoas da Guiana Francesa, e mais de um milhão no Suriname, todos conectados por estradas antes inacessíveis aos brasileiros - é um dos principais atrativos para fomentar a economia amapaense.
Note-se ainda o interesse dos franco-guianenses em adquirir produtos do Amapá, principalmente alimentos e materiais de construção civil.
"Todos os produtos que eles consomem vêm da França ou da Europa. Isso tem um custo muito alto. Boa parte do consumo imediato vem por avião ou navios menores porque eles têm um porto muito pequeno", detalhou o governador.
O acordo também foi apresentado como uma porta de entrada estratégica para um mercado ainda maior. Como a Guiana Francesa integra o território da União Europeia, produtos brasileiros que chegarem lá passam a estar, formalmente, em solo europeu.
Clécio lembrou que com as negociações em curso entre o Mercosul e a União Europeia, o Amapá pode se tornar o centro fronteiriço dessa relação comercial.
"Os franceses e os europeus também nos veem assim: uma porta de entrada direta, com fronteira física para o mercado continental", disse.
O fim da exigência do visto representa uma aceleração dessa dinâmica, abrindo caminho para um comércio novo e robusto entre as duas regiões.
Fonte: Secom-IBRAF, com informações de CNN Brasil. Imagem: Divulgação/Secom-GEA.
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