Desenvolvedores de jogos de três estados brasileiros mostram sua arte na JogaFeira, juntamente com outros oito colegas do próprio Amapá.
(Macapá-AP) - A Expofeira do Amapá, que acontece no Parque de Exposições de Fazendinha, em Macapá, desde o dia 8, e se encerra neste domingo, 16, atraiu milhares de visitantes desde que foi inaugurada. Um dos stands mais visitados por quem vai à Expofeira é o da “JogaFeira”, uma exposição de jogos eletrônicos que atrai centenas de pessoas todos os dias.
O evento gratuito é promovido pelo Coletivo Game Dev Amapaense (CGA) e destaca a produção de jogos eletrônicos e analógicos locais.
A reportagem conversou com o coordenador do JogaFeira, o empresário do ramo de jogos eletrônicos Nando Luís (foto destaque), que montou um stand na Expofeira e falou sobre o que é a JogaFeira, como surgiu a ideia de levar para o local um stand de jogos, e como está sendo a recepção das pessoas.
“A JogaFeira é a nossa exposição de jogos eletrônicos feitos no Brasil, tendo 11 jogos. Sendo oito feitos no Amapá e outros três de outros estados: Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal”, informou Nando.
“O intuito do nosso stand é fazer uma mostra de jogos para incentivar a cultura de jogos locais porque nós estamos muito isolados do resto do Brasil. Nós não temos contato com a indústria nacional de jogos. Então, trouxemos alguns desenvolvedores de fora para amadurecer os nossos próprios desenvolvedores, dando oportunidade deles crescerem”, explicou.
INCENTIVO
“É um incentivo muito importante para que eles (desenvolvedores de jogos) não desistam ou mudem para outro estado. Há uma evasão muito grande de pessoas que desenvolvem jogos. Então, estamos tentando criar um ecossistema auto-sustentável”, pontuou.
O stand da JogaFeira tem um sistema chamado passaporte, no qual, se a pessoa jogar um jogo, ganha um carimbo; se conseguir seis carimbos, ganha um broche; se pegar sete carimbos, ganha um poster. A intenção é que a pessoa jogue o mais de jogos possíveis e tenha uma interação maior com a cultura de jogos.
Segundo Nando Luís, este é o quarto ano que sua empresa está na Expofeira, mas é o segundo ano como JogaFeira.
“Nós tínhamos parceria com outra federação, e este ano é o primeiro ano que estamos trabalhando com o Instituto Brasil Futuro (IBRAF)”, disse.
“Estamos tendo uma recepção muito boa. Nós temos uma lojinha que expõe a nossa arte, os nossos jogos, e faz interação com o público. Em geral, nosso stand está sempre lotado, principalmente, quando está anoitecendo”, observou Nando Luís.
Por enquanto, poucos jogos estão sendo vendidos. Muitos deles são experiências gratuítas e auto-financiáveis, mas, eventualmente, eles (os desenvolvedores) querem viver disso.
“Eles querem fazer negócios e vender sua arte tal qual um músico faz”, lembrou Nando.
Fonte: Izael Marinho/Secom-IBRAF. Imagens: Divulgação/Internet.
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