Companhia Brasileira de Offshore (OCB) anunciou a contratação de 15 marítimos amapaenses para capacitação e atuação no setor petrolífero, de olho na Margem Equatorial.
A Companhia Brasileira de Offshore (Grupo CBO), empresa especializada em operações marítimas para a indústria de óleo e gás em alto mar, anunciou nesta semana, a contratação para estágio de 15 marítimos amapaenses que estão concluindo a formação pela Capitania dos Portos. A iniciativa tem como objetivo preparar profissionais locais para atuação nas futuras operações relacionadas à exploração de petróleo na Margem Equatorial.
O anúncio foi feito pelo CEO do Grupo CBO, Marcos Tinti, durante o seminário "Perspectivas, oportunidades e desafios para os segmentos de Petróleo, Gás e Energia do Estado do Amapá", realizado no auditório da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural, no Parque de Exposições da Fazendinha. A atividade integra a programação de Óleo e Gás da Expofeira 2026.
Mesmo antes de iniciar as atividades no Amapá, a empresa já começa a estruturar a formação de profissionais do estado. Os 15 novos estagiários deverão ganhar experiência em outras regiões onde o Grupo CBO já atua, como a Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, posteriormente, após a conclusão do curso, serão incorporados ao corpo de profissionais da empresa.
Para Marcos Tinti, a antecipação na contratação representa uma estratégia para que os trabalhadores amapaenses estejam preparados quando as oportunidades relacionadas à Margem Equatorial começarem a se consolidar.
"A ideia é justamente preparar essa mão de obra. Estamos falando de profissionais que poderão adquirir experiência em operações que já realizamos em outras regiões do país e, no momento em que essas atividades chegarem ao Amapá, teremos pessoas daqui qualificadas e prontas para aproveitar essas oportunidades", destacou o CEO.
O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, ressaltou que a iniciativa está alinhada à estratégia de desenvolvimento econômico conduzida pelo governador Clécio Luís, que busca garantir que os investimentos previstos para o estado também gerem oportunidades concretas para a população amapaense.
"Nosso trabalho não é apenas atrair empresas para o Amapá, mas também garantir que o desenvolvimento econômico deixe resultados aqui, com emprego, renda e oportunidades para a nossa população. A chegada de grandes investimentos, especialmente com as perspectivas da Margem Equatorial, precisa vir acompanhada da qualificação da nossa mão de obra. É assim que vamos fazer com que os amapaenses sejam protagonistas desse novo momento", afirmou Wandenberg.
A contratação anunciada pelo Grupo CBO reforça o movimento de preparação do Amapá para um novo cenário econômico impulsionado pelas perspectivas da Margem Equatorial. A expectativa é que a cadeia produtiva do petróleo e gás possa abrir oportunidades em diferentes setores, exigindo desde profissionais especializados até fornecedores e empresas locais preparados para atender às demandas da indústria.
Expofeira debate sobre o futuro do petróleo no Amapá
Com a Margem Equatorial no centro das expectativas nacionais para a expansão da atividade petrolífera, o Amapá busca antecipar discussões e preparar empresas, trabalhadores e instituições para as possíveis transformações que poderão surgir com a consolidação dessa nova fronteira energética.
Para Wandenberg Pitaluga Filho, discutir o tema durante a maior feira de negócios do estado permite aproximar o setor produtivo, especialistas, investidores e a população de um debate que pode impactar diretamente o futuro econômico do Amapá.
"A Expofeira é o lugar onde o Amapá apresenta suas potencialidades, atrai investimentos e discute o futuro. Por isso, falar sobre a Margem Equatorial aqui é fundamental. Precisamos nos preparar desde agora, qualificar nossa gente e fortalecer as empresas locais para que, quando essas oportunidades se transformarem em realidade, o Amapá esteja pronto para participar dessa nova cadeia econômica", destacou o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá.
Grupo CBO
Com mais de 45 anos de atuação no mercado brasileiro, a Companhia Brasileira de Offshore é uma das empresas pioneiras e líderes do setor de apoio marítimo à indústria offshore de petróleo e gás.
A companhia possui atualmente uma frota de 45 embarcações de médio e grande porte e é a segunda maior companhia de apoio marítimo do Brasil. Suas operações dão suporte a diferentes etapas da cadeia offshore, desde a exploração e produção de petróleo até atividades de logística, inspeção, manutenção e operações ambientais.
Além da experiência operacional, o grupo mantém estrutura própria de treinamento e capacitação de profissionais marítimos. É justamente essa experiência que deverá beneficiar os 15 profissionais amapaenses anunciados durante a programação de Óleo e Gás da Expofeira 2026.
Fonte: Brendo Brazão/Ascom-ADAP. Imagem: Divulgação/Sebrae-AP
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